Copacabana poderá ganhar espaço público com o nome do Papa Francisco

Projeto aprovado pelos vereadores prevê homenagear o pontífice em equipamento público ligado preferencialmente à assistência social.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, em definitivo, nesta quarta-feira (14), um projeto que prevê homenagear o Papa Francisco dando seu nome a um espaço público em Copacabana, na Zona Sul da cidade. A proposta foi aprovada durante uma sessão extraordinária e agora será encaminhada ao prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que poderá sancionar ou vetar o texto.

A homenagem está relacionada à passagem de Francisco pelo Rio de Janeiro em julho de 2013, quando o então recém-eleito pontífice participou da 28ª Jornada Mundial da Juventude. A cidade recebeu milhares de peregrinos durante o evento, e Copacabana se tornou um dos principais pontos de concentração dos participantes.

O projeto é de autoria da vereadora Maíra do MST (PT) e não define previamente qual espaço receberá o nome do pontífice. O texto estabelece, porém, que a homenagem seja realizada preferencialmente em um equipamento público ligado à rede municipal de assistência social.

Na justificativa da proposta, a vereadora destacou a relação de Francisco com a cidade durante a Jornada Mundial da Juventude. Entre os momentos lembrados está o percurso feito pelo papa na orla de Copacabana a bordo do papamóvel, quando interagiu com os peregrinos e participou de atividades religiosas e culturais.

A passagem pelo Rio ocorreu poucos meses depois de Jorge Mario Bergoglio ser escolhido para liderar a Igreja Católica. A viagem marcou sua primeira visita internacional como papa e transformou a cidade em um dos principais centros de atenção do catolicismo naquele período.

Francisco nasceu na Argentina e foi o primeiro papa latino-americano e jesuíta da história da Igreja Católica. Também foi o primeiro pontífice não europeu em mais de 1.200 anos. Ele permaneceu à frente da Igreja por 12 anos, entre março de 2013 e abril de 2025, quando morreu.

Com a aprovação definitiva na Câmara, o projeto segue agora para análise do Poder Executivo. A definição sobre a sanção ou o veto caberá ao prefeito Eduardo Cavaliere.

Fontes

Câmara Municipal do Rio de Janeiro

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