O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o envio de tropas federais para reforçar a segurança do segundo turno das eleições de 2026 no Rio de Janeiro.
A medida alcançará 15 municípios fluminenses no próximo domingo (25), quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o presidente da República.
A decisão atende a uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), aprovada anteriormente por unanimidade. O governo estadual também apoiou o pedido.
Segundo a Justiça Eleitoral, as tropas atuarão para garantir a segurança dos eleitores e auxiliar na logística eleitoral. Além disso, os militares realizarão patrulhamento em áreas definidas pelas autoridades eleitorais.
Quais cidades terão tropas federais?
O reforço federal ocorrerá em 15 municípios do estado, principalmente na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense.
As cidades incluídas na operação são:
- Rio de Janeiro;
- Belford Roxo;
- Duque de Caxias;
- Itaboraí;
- Itaguaí;
- Japeri;
- Magé;
- Mesquita;
- Nilópolis;
- Niterói;
- Nova Iguaçu;
- Queimados;
- São Gonçalo;
- São João de Meriti;
- Seropédica.
A lista é a mesma apresentada pelo TRE-RJ no pedido encaminhado ao TSE. A Corte eleitoral justificou a necessidade de manter o reforço utilizado durante o primeiro turno.
Forças Armadas atuarão na segurança eleitoral
A operação envolverá militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O efetivo apoiará a distribuição das urnas eletrônicas e realizará patrulhamento nas áreas indicadas pela Justiça Eleitoral.
Além disso, os militares poderão atuar em vias expressas e locais considerados estratégicos para a segurança da votação.
O TSE apenas autoriza o emprego da força federal. Depois da decisão, o Ministério da Defesa coordena o planejamento e a execução das ações militares.
Dessa forma, a atuação ocorre em conjunto com as estruturas estaduais e municipais de segurança, conforme o planejamento definido para cada localidade.
TRE-RJ aponta atuação de facções e milícias
O TRE-RJ justificou o pedido com base em avaliações técnicas sobre a situação de segurança pública no estado.
Durante a sessão que aprovou a solicitação, o presidente do tribunal, desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou que permanecem as condições observadas no primeiro turno.
Segundo o magistrado, facções criminosas e grupos milicianos exercem controle territorial armado em áreas da Região Metropolitana do Rio.
A Justiça Eleitoral considera que esse cenário pode ameaçar o livre exercício do voto e a segurança de eleitores, mesários, servidores e magistrados.
Além disso, relatórios técnicos apresentados ao tribunal apontaram regiões consideradas sensíveis durante o processo eleitoral.
Pedido partiu do TRE-RJ
O TRE-RJ aprovou o pedido de tropas federais em 15 de outubro. Na ocasião, os desembargadores decidiram encaminhar a solicitação ao TSE.
A Corte fluminense afirmou que o cenário de segurança que motivou o emprego das forças federais no primeiro turno continuava presente.
Posteriormente, o TSE analisou o pedido e autorizou a atuação federal nos 15 municípios indicados pelo tribunal estadual.
O governo do Rio também manifestou apoio ao emprego das Forças Armadas durante as eleições.
Como será o segundo turno no Rio?
No segundo turno, os eleitores fluminenses votarão somente para presidente da República.
A disputa pelo governo estadual terminou no primeiro turno após a retotalização dos votos determinada pela Justiça Eleitoral.
Com a exclusão dos votos de Anthony Garotinho, Douglas Ruas ultrapassou 50% dos votos válidos e teve sua eleição para governador confirmada pelo TRE-RJ.
Portanto, a votação de 25 de outubro no estado terá apenas a disputa presidencial nas urnas.
Tropas federais já atuaram no primeiro turno
O Rio de Janeiro também recebeu forças federais durante o primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
Na ocasião, o TSE autorizou o emprego de militares em municípios fluminenses após solicitações apresentadas pela Justiça Eleitoral.
As forças federais integram uma estrutura excepcional de segurança destinada a garantir o livre exercício do voto e a tranquilidade durante a votação e a apuração.
Agora, o mesmo mecanismo será utilizado novamente no segundo turno, diante da avaliação de que os riscos identificados anteriormente continuam presentes.
O que acontece no dia da votação?
A votação do segundo turno ocorrerá no domingo (25), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Os eleitores deverão comparecer às suas respectivas seções eleitorais levando documento oficial com foto. Além disso, a Justiça Eleitoral recomenda atenção aos locais de votação antes do deslocamento.
Nos 15 municípios autorizados, as tropas federais trabalharão junto às demais forças de segurança para preservar a ordem e garantir o funcionamento das atividades eleitorais.
A presença militar, portanto, não altera o procedimento de votação. O objetivo principal consiste em assegurar condições para que os eleitores possam votar com segurança e liberdade.