A Prefeitura do Rio regulamentou o Rio Rotativo Digital, novo modelo de estacionamento rotativo tarifado da cidade. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (14/7) e estabelece as regras para implantação do sistema, que terá pagamento por aplicativo, fiscalização eletrônica e acompanhamento digital das vagas públicas.
O projeto-piloto começa nesta sexta-feira (17/07) em sete áreas próximas à Lagoa Rodrigo de Freitas. A implantação será feita de forma gradual, conforme a instalação da nova sinalização nas ruas.
A proposta substitui o modelo atual com talões de papel por uma solução digital integrada ao aplicativo Jaé, permitindo que motoristas realizem o pagamento diretamente pelo celular.
Sistema será integrado ao aplicativo Jaé
Segundo a Prefeitura, o funcionamento do Rio Rotativo Digital será possível por meio da estrutura de pagamento digital do Jaé, que atualmente já é utilizado no transporte municipal.
O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a nova ferramenta representa uma mudança no modelo de cobrança das vagas públicas, com maior controle sobre o processo e redução de cobranças irregulares.
“O Rio Rotativo Digital é o fim dos talões, é o fim daqueles flanelinhas que achavam que podiam extorquir a população”, afirmou o prefeito.
De acordo com a administração municipal, o sistema permitirá que o cidadão tenha mais autonomia para realizar o pagamento e acompanhar a utilização das vagas de maneira digital.
Como funcionará o pagamento do estacionamento
Com o novo sistema, o motorista deverá utilizar o aplicativo Jaé para ativar o estacionamento.
O processo será realizado da seguinte forma:
- o motorista estaciona em uma vaga sinalizada;
- acessa o aplicativo Jaé;
- seleciona a opção Rio Rotativo;
- confirma o endereço identificado pelo GPS;
- informa a placa do veículo;
- escolhe o período de permanência;
- realiza o pagamento com créditos disponíveis na carteira digital.
Os créditos poderão ser adquiridos por meio de Pix ou cartão de crédito.
A tarifa continuará no mesmo valor:
R$ 2 por até duas horas de estacionamento.
O motorista poderá renovar o período de permanência, respeitando o limite máximo de seis horas.
Projeto-piloto terá 667 vagas na Lagoa
A primeira fase do Rio Rotativo Digital será implantada em sete áreas no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.
As vagas estarão distribuídas ao longo das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, próximas aos seguintes pontos:
- Clube Caiçaras;
- Parque das Taboas;
- Parque dos Patins;
- Clube Piraquê;
- Parque do Cantagalo.
Ao todo, serão disponibilizadas 667 vagas, incluindo espaços destinados a:
- motocicletas;
- idosos;
- pessoas com deficiência (PCD).
O funcionamento será de segunda-feira a domingo, das 7h às 23h.
Período de adaptação terá orientação aos motoristas
Durante a fase inicial de implantação, os motoristas serão orientados sobre o funcionamento do novo sistema.
A Prefeitura informou que, durante o período de transição, não haverá autuação exclusivamente pelo descumprimento das regras específicas do Rio Rotativo Digital.
A mudança será ampliada gradualmente para outras regiões da cidade conforme a instalação da nova sinalização.
Guardadores cadastrados poderão atuar no sistema
O decreto também estabelece uma nova forma de participação dos guardadores de veículos cadastrados.
Esses profissionais passarão por treinamento e poderão auxiliar o município na coleta de informações sobre a ocupação das vagas por meio da plataforma tecnológica do Rio Rotativo Digital.
No entanto, eles não terão autorização para fiscalizar ou aplicar multas.
A emissão de autos de infração continuará sendo responsabilidade exclusiva da autoridade de trânsito, utilizando informações, imagens e registros gerados pelo sistema.
As associações credenciadas deverão indicar os guardadores habilitados, além de fornecer uniforme e telefone celular para realização das atividades.
Recursos poderão financiar projetos de mobilidade urbana
O decreto também criou a Conta de Arrecadação de Estacionamento Rotativo (CAER), vinculada à Câmara de Compensação Tarifária.
A conta será responsável por concentrar os recursos arrecadados pelo sistema.
Segundo a Prefeitura, os valores serão utilizados para custear:
- operação do sistema;
- fiscalização;
- infraestrutura tecnológica.
Caso exista saldo excedente, o eventual superávit poderá ser destinado ao financiamento de projetos voltados à mobilidade urbana sustentável.
Fontes: https://prefeitura.rio/