A projeção mais recente do Vetor Arrow aponta 38 candidatos como prováveis eleitos para a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026. De acordo com o estudo, oito das 46 cadeiras analisadas ainda permanecem em disputa, indicando um cenário que pode sofrer alterações na reta final da campanha.
O PL aparece com o maior número de nomes entre os prováveis eleitos, com dez candidatos. Na sequência está a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com nove nomes. União Progressista, PSOL/Rede, PSD e PSDB/Cidadania também aparecem entre as principais forças da projeção.
O relatório tem avaliação de 2 de outubro e combina 10 mil simulações com ajustes realizados pela equipe de pesquisa. A projeção considera citações espontâneas acumuladas ao longo de dez rodadas, atribuindo maior peso às rodadas mais recentes.
PL lidera lista de prováveis eleitos
Na relação apresentada pelo instituto, o PL reúne dez nomes:
- Manoela Peres
- Altineu Côrtes
- Diogo Balieiro Diniz
- Wladimir Garotinho
- Jorge Miranda
- Batata da Madsen
- General Pazuello
- Dani Cunha
- Sóstenes Cavalcante
- Douglas Gomes
A Federação Brasil da Esperança aparece com nove prováveis eleitos: Freixo, Lindbergh, Elias Jabbour, Fabiano Horta, Jandira Feghali, Nísia Trindade, Anielle Franco, Bandeira de Mello e Diego Quaquá.
A União Progressista, formada por União Brasil e PP, tem cinco nomes na relação: Dr. Luizinho, Felipe Curi, Renato Cozzolino, Bebeto e Rueda.
Também aparecem na lista Glauber Braga, Pastor Henrique Vieira e Talíria Petrone, pelo PSOL/Rede; Daniel Soranz, Márcio Rezende e Renan Ferreirinha, pelo PSD; e Luciano Vieira, Ricardo Abrão e Juninho do Pneu, pelo PSDB/Cidadania.
Completam a relação Gutemberg Reis (MDB), Áureo Ribeiro (Renovação Solidária), Marcos Tavares (PDT), Professor José (PSB) e Luiz Lima (Novo).
Como ficariam as bancadas
Além da lista individual, o levantamento apresenta faixas de cadeiras que cada partido ou federação pode alcançar.
| Partido ou federação | Cadeiras projetadas | Prováveis eleitos |
|---|---|---|
| PL | 12 a 14 | 10 |
| Brasil da Esperança — PT/PCdoB/PV | 9 a 10 | 9 |
| União Progressista — União/PP | 5 a 6 | 5 |
| PSOL/Rede | 4 a 5 | 3 |
| PSD | 4 a 5 | 3 |
| PSDB/Cidadania | 3 a 5 | 3 |
| MDB | 1 a 2 | 1 |
| Republicanos | 1 a 2 | 0 |
| Renovação Solidária — PRD/Solidariedade | 1 | 1 |
| PDT | 1 | 1 |
| PSB | 1 | 1 |
| Novo | 1 | 1 |
| Avante | 0 a 1 | 0 |
| Podemos | 0 a 1 | 0 |
As faixas representam cenários alternativos e não devem ser somadas diretamente. Isso significa que todos os partidos não necessariamente atingiriam simultaneamente o limite máximo de suas respectivas projeções.
No quadro geral apresentado pelo Vetor Arrow, oito cadeiras permanecem em disputa.
O que significa ser considerado provável eleito?
Segundo a metodologia descrita no relatório, a classificação de provável eleito reúne candidatos que conquistam uma cadeira em pelo menos 90% das simulações.
O instituto ressalta, porém, que essa classificação também considera ajustes realizados pela equipe de pesquisa. Dessa forma, a lista não deve ser interpretada como uma antecipação definitiva do resultado das urnas.
Outro ponto importante é que o estudo mede citações espontâneas, e não intenção de voto nominal tradicional. As projeções refletem as incertezas identificadas no levantamento e não incorporam acontecimentos novos que possam ocorrer durante a campanha.
Projeção não substitui o resultado das urnas
A distribuição das cadeiras para deputado federal depende do sistema proporcional, no qual os votos recebidos pelos partidos e federações têm papel fundamental na definição das bancadas.
Por isso, uma projeção de candidatos e cadeiras pode mudar até o dia da votação. O resultado oficial somente será conhecido após a apuração e a totalização dos votos pela Justiça Eleitoral.
O levantamento do Vetor Arrow, portanto, apresenta um cenário projetado a partir das simulações realizadas pelo instituto, com 38 nomes em situação mais consolidada e oito cadeiras ainda consideradas abertas.
Fontes
Vetor Arrow — relatório de projeção para a Câmara dos Deputados, avaliação de 2 de outubro de 2026.