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Os absurdos das Universidades Federais

Gastos públicos com pesquisas irrelevantes levantam debate sobre a educação no Brasil.

Por: Rodrigo Bethlem

Um dos grandes gargalos da educação no Brasil é o ensino superior. O país gasta muito dinheiro e gasta mal. Um bom exemplo disso aconteceu na Universidade Federal da Bahia. O nosso dinheiro pagou duas teses para “pesquisadores” da instituição, que, por mais que eu me esforce, não consigo perceber para que servem ou vão servir. Pasmem: um estudo é sobre se sapato tem sexo e outro sobre sexo oral em banheiros de estações de trem. Sim, amigos leitores, vocês não leram errado, é exatamente isso. Estamos pagando por essas preciosidades.

Segundo o site Brasil Paralelo, essa última recebeu 20 mil reais para desenvolver essa maravilhosa tese. Deixo aqui uma reflexão: como será que esse estudo vai servir para mudar a vida de muitos brasileiros? Em que esses conhecimentos vão contribuir para um país melhor?

Apesar do Brasil ser um dos últimos lugares em educação, em índices mundiais, nas avaliações feitas por órgãos internacionais, nós gastamos em torno de 15 mil dólares, por aluno, nessas universidades. Isso significa gastar mais do que a Alemanha, Itália e, pasmem, Israel. Ressalto: esses países gastam menos que a gente e estão muito melhor posicionados.

Aqui no estado, há quatro universidades federais, a Unirio, a Federal Rural (UFRRJ), a Federal Fluminense (UFF) e a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que juntas somam um orçamento de, aproximadamente, sete bilhões e setecentos milhões de reais. Esse valor é, praticamente, o orçamento de toda a prefeitura do Rio para cuidar de quase 600 mil alunos.

Esse cenário configura um verdadeiro absurdo, é um gasto de dinheiro que precisa ser enfrentado. Não é mais possível pegar esse mundo de recursos e desperdiçar nessas universidades públicas que formam, muitas vezes, analfabetos funcionais ou militantes.

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