A Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, conhecida como Força Municipal, apresentou um balanço dos primeiros cinco meses de atuação com mais de 12 mil abordagens realizadas e 1.126 prisões e conduções às delegacias.
Os números foram divulgados durante uma reunião do CompStat Rio, encontro que utiliza dados estatísticos para acompanhar indicadores de segurança e orientar ações do poder público.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, o trabalho tem como objetivo reforçar o policiamento preventivo em áreas com maior concentração de registros de roubos e furtos.
Ações resultaram em apreensões e recuperação de materiais
Durante o período analisado, os agentes da Força Municipal também recuperaram e apreenderam diferentes materiais relacionados a ocorrências criminais.
Entre os resultados apresentados estão:
- 254 aparelhos celulares recuperados ou apreendidos;
- 227 motocicletas retiradas de circulação;
- uma pistola apreendida;
- 17 réplicas de armas de fogo;
- 70 armas brancas apreendidas;
- 27 mandados de prisão cumpridos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, parte das motocicletas retiradas de circulação era utilizada em crimes como furtos e roubos.
Modelo utiliza dados para definir áreas de atuação
A estratégia da Força Municipal é baseada no policiamento ostensivo e preventivo, com a definição dos locais de atuação a partir de informações sobre incidência criminal.
O modelo utiliza dados estatísticos para direcionar agentes para regiões consideradas prioritárias, levando em consideração horários e locais com maior registro de ocorrências.
A proposta é concentrar o efetivo em pontos estratégicos e atuar antes que os crimes aconteçam.
Força Municipal já atua em 13 áreas do Rio
Atualmente, a Divisão de Elite da Guarda Municipal atua em 13 perímetros da cidade.
Entre as áreas estão:
- Jardim de Alah;
- Rodoviária do Rio, Terminal Gentileza e Estação Leopoldina;
- Avenida Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia;
- Campo Grande;
- São Francisco Xavier e Afonso Pena;
- Botafogo;
- Bangu;
- Méier e Cachambi;
- Jardim Oceânico e Praça do Ó;
- Avenida Ayrton Senna e Avenida das Américas;
- Freguesia e Jacarepaguá.
A expansão das áreas de atuação faz parte da estratégia de ampliar a presença do policiamento municipal em regiões com maior demanda por segurança.
Segurança municipal entra no debate sobre combate à criminalidade
A atuação da Guarda Municipal em ações de prevenção e combate a crimes patrimoniais faz parte de um debate mais amplo sobre o papel dos municípios na segurança pública.
Embora a segurança seja uma atribuição constitucional dos estados, cidades brasileiras têm ampliado investimentos em tecnologia, monitoramento e atuação preventiva para colaborar na redução da criminalidade.
No Rio de Janeiro, a criação da Força Municipal representa uma tentativa de fortalecer a presença do poder público em áreas consideradas estratégicas.
Tecnologia e monitoramento fazem parte da operação
Segundo a Prefeitura, os agentes utilizam câmeras corporais durante as operações, buscando ampliar a transparência e o acompanhamento das ações realizadas.
A integração entre presença nas ruas, análise de dados e ferramentas tecnológicas é uma das principais características do modelo adotado pela Força Municipal.
Fonte:
Prefeitura do Rio de Janeiro