Crise no STF entra no radar eleitoral

Pesquisa realizada em setembro mostra que 47% dos entrevistados dizem que o episódio envolvendo o Supremo e o Banco Master terá algum grau de influência na escolha para presidente.

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações relacionadas ao Banco Master passou a fazer parte das preocupações eleitorais de uma parcela dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 18 de setembro.

De acordo com o levantamento, 47% dos entrevistados afirmaram que o episódio terá algum grau de influência em sua escolha para presidente. Desse total, 36% disseram que a influência será grande e 11% apontaram um impacto pequeno. Outros 49% afirmaram que a crise não terá influência sobre sua decisão, enquanto 4% não souberam responder.

O levantamento ouviu 2.001 eleitores em 125 municípios, entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

Percepção varia entre grupos de eleitores

O Datafolha também analisou as respostas de acordo com a preferência eleitoral declarada pelos entrevistados.

Entre aqueles que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva, 26% disseram que a crise terá grande influência na escolha presidencial e 12% apontaram influência pequena. Nesse grupo, 58% afirmaram que o episódio não deverá interferir no voto.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 45% consideraram que a crise terá grande influência e 9% apontaram influência pequena. Outros 43% disseram que o episódio não deverá interferir na escolha.

Entre entrevistados que não se identificam nem com Lula nem com o bolsonarismo, 43% apontaram grande influência, 13% pequena e 40% disseram não esperar impacto.

Os dados representam a percepção dos entrevistados durante o período em que a pesquisa foi realizada e não permitem determinar como essas pessoas efetivamente votarão. A própria cobertura do levantamento ressalta que pesquisas de opinião são retratos do momento da coleta, e não previsões do resultado eleitoral.

Pesquisa também perguntou sobre possíveis efeitos nos candidatos

Outro recorte do levantamento perguntou aos entrevistados quais candidatos poderiam ser prejudicados eleitoralmente pela crise.

38% citaram Lula e 31% mencionaram Flávio Bolsonaro. Outros 5% responderam que todos os candidatos à Presidência poderiam ser prejudicados, enquanto 25% disseram que nenhum candidato seria afetado pelo episódio.

Esses números medem a avaliação dos entrevistados sobre possíveis efeitos eleitorais e não constituem uma estimativa de perda ou ganho de votos.

Confiança no STF chega a 48%

O mesmo levantamento também avaliou a confiança dos brasileiros nas instituições.

A parcela dos entrevistados que declarou não confiar no STF chegou a 48%, cinco pontos acima dos 43% registrados em março. Segundo o Datafolha, esse foi o maior percentual de desconfiança em relação à Corte desde o início da série histórica, em 2012. Agenda do Poder

Na mesma pesquisa, a desconfiança na Presidência da República foi de 42%, enquanto Congresso Nacional e partidos políticos registraram 45% cada.

Crise ocorre durante a campanha eleitoral

A pesquisa foi realizada em meio às divergências públicas entre ministros do STF relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master.

O episódio passou a ocupar espaço no debate eleitoral durante a reta final do primeiro turno. Segundo a Folha, os resultados foram coletados entre 15 e 17 de setembro, período em que o assunto também era discutido publicamente por integrantes das campanhas presidenciais.

O levantamento mostra, portanto, como os entrevistados estavam percebendo o tema naquele momento, sem permitir concluir qual será seu efeito sobre o resultado das eleições.

Fonte

Datafolha / Folha de S.Paulo

Deixe um comentário

Você também pode gostar

Chapadão terá novas obras para drenagem, saneamento e áreas de lazer

Intervenções no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, terão investimento de R$ 35,4 milhões e incluem melhorias em 24 ruas.

Orçamento do RJ para 2027 pode trazer cenário fiscal diferente do previsto

Adesão ao Propag e aumento das receitas de royalties do petróleo mudaram as projeções feitas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Mangueira recebe nova etapa de requalificação com 14 oficinas e melhorias urbanas

Segunda fase do Polo Automotivo terá novas unidades comerciais, redes de infraestrutura, calçadas acessíveis, paisagismo e intervenções para melhorar a circulação na região.