Agora é Lei: Campanha sobre doenças relacionadas à intoxicação por agrotóxicos

Nova lei estadual intensifica prevenção de doenças crônicas causadas por agrotóxicos e promove ações de saúde pública em áreas rurais

O Estado do Rio agora conta com uma campanha informativa e de conscientização sobre doenças relacionados à intoxicação crônica por agrotóxicos. A iniciativa é da Lei 11.061/25, de autoria da deputada Marina do MST (PT), aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e sancionada pelo governador Cláudio Castro. A publicação saiu no Diário Oficial do Poder Executivo desta quarta-feira (17/12).

A campanha terá caráter permanente e será realizada nas unidades de saúde e escolas públicas estaduais localizadas em territórios rurais ou de tradição agrícola ou ainda em locais de alta circulação de público em geral. O Governo do Estado deverá realizar a campanha em parceria com os municípios, visando a sua maior amplitude.

O Executivo estadual deverá ainda realizar inquérito epidemiológico junto à população, em territórios rurais ou de tradição agrícola, a fim de balizar as políticas públicas voltadas para o tema. O governo também poderá apoiar ações de saúde integradas, compreendendo a promoção à saúde, a vigilância, a prevenção e o controle dos agravos e doenças decorrentes da intoxicação exógena por agrotóxicos. A lei prevê a distribuição de material impresso e de cartilhas eletrônicas a serem divulgadas nas páginas eletrônicas de órgãos públicos.

De acordo com a norma, as consequências da intoxicação por agrotóxicos englobam as alergias; os distúrbios gastrointestinais, respiratórios, endócrinos, reprodutivos e neurológicos; as neoplasias; as mortes acidentais; e os suicídios. Os grupos mais vulneráveis a esses efeitos são os trabalhadores diretamente envolvidos com agrotóxicos, bem como as crianças, as grávidas, os lactentes, os idosos e os indivíduos com saúde debilitada.

A norma faz referência à Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA), criada pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Os agrotóxicos são extremamente prejudiciais à saúde humana, e inúmeras são as consequências para quem é intoxicado com a substância. Conscientizar as pessoas que vivem em áreas com uso intensivo e frequente dessas substâncias sobre os riscos crônicos para saúde é um dever do estado”, afirmou Marina.

Fontes: alerj.rj.gov.br

Deixe um comentário

Você também pode gostar

Polícia procura ex-vereadora após Justiça determinar cumprimento de pena

Agentes fizeram buscas em endereços ligados a Verônica Costa, mas não a encontraram. Em um apartamento no Recreio, foram localizados dois cachorros.

Câmara do Rio cria novas exigências para entregas em grandes estabelecimentos

Projeto aprovado em definitivo prevê espaços de apoio, organização do fluxo de entregadores e multa em caso de descumprimento.

Força Municipal registra redução de roubos e furtos em diferentes regiões do Rio

Balanço dos seis primeiros meses de atuação aponta quedas de até 73,1% nos registros de crimes nos perímetros monitorados pela Divisão de Elite da Guarda Municipal.