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Nada será como antes

Calendário impõe fim de carreatas e restrição a prisões.

Por: Rodrigo Bethlem

Esta eleição certamente nos traz algumas lições e alguns alertas. Ressalto que minha opinião não é de torcedor, mas sim sob a ótica da Comunicação e do Marketing Político.

O interesse nacional despertado pela eleição em São Paulo teve em Pablo Marçal seu ator principal, para o bem ou para o mal.

O primeiro ponto importante, sob a perspectiva política, é que o monopólio da direita exercido pelo bolsonarismo se foi. Bolsonaro continua sendo um líder forte, mas não mais absoluto.

Marçal mostrou que qualquer um que encampe temas e pautas da direita, de forma clara, consegue avançar no eleitorado, independentemente do direcionamento de Bolsonaro.

Outra questão que prevaleceu foi a ênfase nos assuntos municipais, em vez da nacionalização.

A reeleição de Eduardo Paes mostra claramente isso. O PL apostou todas as suas fichas na nacionalização e quebrou a cara.

Contra um candidato preparado, que conhece a cidade e tem serviços prestados, em momento algum conseguiram empolgar o eleitorado como uma alternativa.

O resultado foi Eduardo Paes vitorioso em todas as zonas eleitorais da cidade.

Sob a ótica da Comunicação, Marçal deu uma aula de comunicação moderna.

Sem tempo de televisão, sem rádio e sem uma quantidade enorme de candidatos a vereador, conseguiu encarar de igual para igual as enormes máquinas partidárias.

Que sirva de lição. Não estou tratando do conteúdo, mas da forma.

Candidatos que investem fortunas em marqueteiros para criar programas de TV esteticamente exemplares já não têm mais o mesmo efeito de outrora.

Hoje, o mundo se comunica instantaneamente, por meio de um aparelho que anda em nosso bolso.

Marçal usou esses recursos com maestria. Sob a ótica da Comunicação, já foi um vitorioso.

Por último, quero comentar sobre a enorme quantidade de pesquisas que surgiram nos municípios, com resultados discrepantes, servindo mais como peça publicitária do que como um instrumento de informação para as campanhas.

Sendo sócio de uma empresa de pesquisa, questiono se a divulgação dessas até a véspera da eleição, funcionando como uma verdadeira peça publicitária das campanhas, não confunde o eleitor na sua decisão.

Pesquisa deve servir para nortear as campanhas e não para fazer publicidade e induzir o eleitor.

Ex-deputado e Consultor político

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