O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) iniciou a preparação de cerca de 42 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das eleições gerais de 2026.
O processo inclui urnas destinadas às seções eleitorais e equipamentos de contingência e deverá ser concluído até 29 de setembro, poucos dias antes da votação marcada para 4 de outubro.
A preparação é dividida em duas etapas principais: geração das mídias e carga, testes e lacração das urnas.
Primeira etapa grava os dados necessários para a votação
A primeira fase é a geração das mídias, realizada em audiência pública.
Nessa etapa, são gravados em dispositivos eletrônicos os dados necessários para o funcionamento das urnas. São produzidos três tipos principais de mídia:
- Mídia de carga: reúne informações como seção eleitoral, eleitorado apto e dados de candidatas e candidatos;
- Mídia de votação: utilizada para armazenar os votos registrados durante a votação;
- Mídia de resultado: registra o resultado da seção para posterior envio ao sistema de totalização.
A regulamentação eleitoral determina que a geração das mídias seja realizada em cerimônia pública, com possibilidade de acompanhamento por partidos, Ministério Público, OAB e demais entidades fiscalizadoras.
Urnas passam por carga e testes
Na segunda etapa, os dados são inseridos nos equipamentos durante cerimônias públicas realizadas em ambiente controlado.
Representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e de outras entidades fiscalizadoras podem acompanhar os procedimentos.
Também existem mecanismos de auditoria que permitem verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas instalados nas urnas. As entidades fiscalizadoras podem selecionar até 6% dos equipamentos para procedimentos de conferência.
Após a carga, os equipamentos passam por testes para verificar o funcionamento dos componentes.
Lacres ajudam a identificar tentativas de violação
Depois dos testes, as portas de acesso físico das urnas são fechadas com lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda do Brasil.
Os lacres possuem características que permitem identificar uma eventual tentativa de violação.
A própria regulamentação estabelece que as urnas preparadas para votação e as urnas de contingência devem ser testadas e lacradas durante o procedimento.
Urnas não ficam conectadas à internet
De acordo com o TRE-RJ, as urnas eletrônicas não são conectadas a redes de comunicação externas durante a preparação, a votação ou o período posterior ao pleito.
Após serem preparadas, as urnas ficam armazenadas em locais definidos pelo TRE-RJ e são transportadas para os locais de votação próximo ao dia da eleição.
Os equipamentos também possuem mecanismos que impedem seu funcionamento antes da data e do horário programados para a votação.
Sistemas oficiais são necessários para o funcionamento
As urnas também contam com mecanismos internos de proteção que permitem o reconhecimento e a execução apenas de sistemas oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Antes do início da votação, urnas sorteadas passam ainda por procedimentos de verificação de integridade e autenticidade dos sistemas, que funcionam como uma espécie de conferência técnica do equipamento.
Cerimônias podem ser acompanhadas
As datas e os horários das cerimônias de preparação das urnas podem ser consultados no site do TRE-RJ.
O tribunal disponibiliza as informações na área dedicada às eleições, dentro da seção de Transparência, Auditoria e Fiscalização, pelo sistema CODAME.
Preparação antecede a chegada das urnas às seções
O processo iniciado em setembro é uma das etapas que antecedem a distribuição dos equipamentos para os locais de votação.
Com a preparação, testes e lacração concluídos, as urnas ficam armazenadas até o momento de serem transportadas para as seções eleitorais.
No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os equipamentos serão utilizados para a votação dos cargos previstos nas eleições gerais de 2026.