Um projeto de lei que deve começar a tramitar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro propõe mudanças no modelo de concessão dos quiosques da orla carioca.
A proposta prevê que futuras licitações possam ser divididas por quiosque ou por grupos de unidades, permitindo que diferentes empresas disputem e explorem os espaços comerciais.
O projeto é de autoria do vereador Leniel Borel (PP) e ainda precisa ser publicado no Diário Oficial da Câmara antes do início da tramitação.
Atualmente, contrato concentra os quiosques
O modelo atual concentra a administração dos quiosques em um único contrato.
Segundo a proposta, são atualmente 309 quiosques distribuídos por 34 quilômetros de praias do município.
O contrato em vigor foi firmado em 1999 e possui validade até 2030. A administração dos espaços está atualmente sob responsabilidade da empresa Orla Rio Associados.
A eventual mudança, portanto, não alteraria o contrato atualmente vigente.
Nova licitação poderia ter vários vencedores
O projeto orienta que a próxima licitação seja estruturada de maneira a permitir diferentes vencedores.
Em vez de uma única empresa assumir todos os pontos comerciais da orla, cada quiosque ou conjunto de unidades poderia ser objeto de uma disputa específica.
A proposta argumenta que esse formato poderia aumentar o número de empresas interessadas na exploração dos espaços.
Concorrência é apontada como objetivo
Segundo o autor do projeto, a ampliação da concorrência poderia estimular a participação de novos operadores e gerar impactos na prestação dos serviços.
A proposta também estabelece que os participantes da futura licitação tenham igualdade de condições, com critérios de qualificação e avaliação considerados proporcionais e acessíveis aos interessados.
O objetivo é evitar que as exigências do processo restrinjam desnecessariamente a participação de empresas.
Mudança ainda depende de aprovação
A proposta ainda está no início de sua tramitação e não representa uma alteração imediata nas regras dos quiosques.
Depois da publicação oficial, o texto deverá passar pelas comissões temáticas da Câmara Municipal antes de chegar ao plenário para votação.
Caso seja aprovado pelos vereadores, o projeto ainda dependerá da sanção do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Contrato atual não seria afetado
Mesmo que o projeto avance em todas as etapas, a eventual mudança será aplicada a futuras concessões.
O contrato atualmente em vigor permanece válido dentro de suas condições e prazo estabelecidos.
A discussão, portanto, está relacionada principalmente ao modelo que poderá ser adotado quando uma nova licitação for realizada.
Debate envolve exploração de espaços públicos
A proposta coloca em discussão como o município deve organizar a exploração comercial de espaços públicos em uma das áreas mais movimentadas do Rio.
Além da concorrência entre empresas, uma eventual mudança no modelo de concessão pode influenciar a variedade de operadores, os serviços oferecidos aos frequentadores e a relação econômica entre o município e os concessionários.
Fontes: agendadopoder.com.br