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Alerj vota pela soltura do presidente Bacellar

Assembleia aprova resolução que anula detenção de Rodrigo Bacellar após debate acalorado

Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram, nesta segunda-feira (08/12), o Projeto de Resolução 2.116/25, que revoga a detenção do presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União). Foram 42 votos favoráveis, 21 contrários e duas abstenções.

A decisão final da Casa será promulgada, publicada em Diário Oficial do Legislativo e comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá à corte suprema tomar as providências judicialmente cabíveis.

Durante a sessão, presidida pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), 1º vice-presidente da Casa, foi acordado que seis parlamentares discutiriam o tema por 10 minutos: três falaram a favor da soltura, casos dos deputados de Alexandre Knoploch (PL), Índia Armelau (PL) e Renan Jordy (PL); e outros três pela manutenção da detenção, que foram Flávio Serafini (PSol), Carlos Minc (PSB) e Élika Takimoto (PT).

Garantia constitucional

As Constituições Federal e Estadual determinam, em seus Artigos 53 e 102, respectivamente, que cabe ao Parlamento decidir sobre prisões aplicadas a seus integrantes.

A detenção de Bacellar foi determinada na última quarta-feira (03/12), após mandado expedido pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, conforme consta na Petição 14.969 RJ, cumprido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Unha e Carne. A Mesa Diretora da Alerj foi notificada oficialmente e, então, a Procuradoria da Casa instou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj a se manifestar.

Parecer da CCJ

Na parte da manhã desta segunda-feira (08/12), a CCJ emitiu parecer favorável, por quatro votos a três, ao relatório do presidente do grupo, deputado Rodrigo Amorim. A conclusão do documento foi pela elaboração do Projeto de Resolução 2.116/25, aprovado, posteriormente, em plenário – o rito seguiu o Artigo 268 do Regimento Interno da Assembleia.

Amorim explicou que o parecer foi fruto de amplo debate com a Procuradoria da Alerj, sendo estritamente técnico. O parlamentar declarou o colegiado teve como objetivo central levar a decisão final ao plenário da Casa, que é soberano.

“Apresentei um parecer técnico, que respeita a Constituição Federal, a Constituição do Estado do Rio e o Regimento Interno da Assembleia Legislativa. A comissão é a guardiã do regimento e do rito nesta casa. Portanto, foi respeitado o que está descrito de forma objetiva nas normas em vigor”, atestou Amorim.

Fontes: alerj.rj.gov.br

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