Acessibilidade digital poderá se tornar obrigatória em sites públicos e privados do Rio de Janeiro

Projeto de lei aprovado em primeira votação na Alerj determina inclusão de recursos digitais acessíveis em portais estaduais. Multa pode chegar a R$ 47 mil.

Foto: Por Thiago Lontra

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei 1.079/23. De autoria do deputado Fred Pacheco (PMN), a proposta estabelece a obrigatoriedade de recursos de acessibilidade em sites públicos e privados vinculados ao Estado. A medida ainda aguarda uma segunda votação para seguir à sanção governamental.

O texto do projeto é claro: todas as plataformas digitais deverão adotar ferramentas que ampliem o acesso a pessoas com deficiência, além de idosos, daltônicos e analfabetos funcionais.

REQUISITOS TÉCNICOS ESTABELECIDOS PELO PROJETO

Segundo o PL, os sites deverão implementar uma série de recursos que promovam a inclusão digital, como:

  • Contraste escuro e claro;
  • Contraste invertido;
  • Links destacados;
  • Guia e máscara de leitura;
  • Fonte amigável para dislexia;
  • Espaçamento ajustável de texto;
  • Aumento de fonte;
  • Textos alternativos para imagens;
  • Pausa de animações;
  • Leitura em voz sintetizada;
  • Tradução para Libras por meio de avatar animado.

Esses mecanismos, segundo especialistas, melhoram significativamente a experiência de navegação de pessoas com diferentes tipos de deficiência.

MULTAS E FISCALIZAÇÃO

A proposta prevê punições para quem descumprir as novas regras. Órgãos e empresas infratoras poderão receber multa de 5.000 UFIR-RJ, cerca de R$ 23.754. Em casos de reincidência, o valor será dobrado.

A fiscalização ficará sob responsabilidade da administração pública estadual. Além disso, os recursos arrecadados com as multas serão destinados ao Fundo para a Política de Integração da Pessoa com Deficiência (FUPDE).

OBJETIVO É PROMOVER A IGUALDADE DE ACESSO À INFORMAÇÃO

Para o autor da proposta, deputado Fred Pacheco, o projeto busca atender a um direito constitucional. “Este projeto atende a pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual, idosos, daltônicos e até analfabetos funcionais. Trata-se de assegurar a todos igualdade de condições para acessar informações na internet, cumprindo o que determina a Lei Brasileira de Inclusão”, explicou.

De fato, a acessibilidade digital representa um passo fundamental rumo à cidadania plena e ao respeito à diversidade. Com isso, o Estado do Rio de Janeiro poderá se tornar referência nacional em inclusão tecnológica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Caso o projeto seja aprovado em segunda votação e sancionado pelo governador, todos os sites vinculados ao poder público estadual e seus contratados privados deverão se adaptar. Portanto, é essencial que empresas e órgãos públicos comecem desde já a revisar seus portais.

Fonte: alerj.rj.gov.br

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